22 - Estruturas Metálicas para Linhas de Alta Tensão
 

As estruturas metálicas para linhas de alta-tensão (torres de transmissão de energia elétrica) devem atender, na medida do possível, à alguns dos principais quesitos:

1) Fundações econômicas;

2) Facilidade de montagem;

3) Custo reduzido da estrutura;

4) Menor poluição visual;

5) Maior resistência ao fogo e à ferrugem;

6) Maior dificuldade de furto.

 

- Oxidação da Ferragem:

O processo degenerativo dos materiais componentes de uma linha de transmissão tem a oxidação das partes metálicas como uma das mais preocupantes, tendo em vista a redução gradativa de sua seção e suportabilidade mecânica, levando conseqüentemente a risco de ruptura/queda de componentes que podem redundar no colapso do fornecimento de energia elétrica. A preocupação maior reside nas partes metálicas estruturais enterradas, onde se procura correlacionar medições eletroquímicas do solo com possíveis estados degenerativos sem a necessidade de se proceder dispendiosas escavações.

- Identificação:

Uma das aplicações mais significativas do mapeamento a laser vem beneficiar o setor elétrico. Com o uso dessa tecnologia podem ser mapeadas torres, linhas de transmissão de energia de alta e baixa tensão, e instalações elétricas, como subestações. Essas aplicações vem sendo utilizadas, há alguns anos, com sucesso em todo o mundo, fundamentalmente na obtenção de dados espaciais e tridimensionais dessas estruturas. Observa-se que tanto para projetistas como para empresas prestadoras de serviço, existem algumas aplicações básicas que podem ser obtidas a partir dos dados adquiridos dessa tecnologia, e são descritas a seguir:

  • Projeto e construção de novas linhas de transmissão a partir do MDT (Modelo Digital do Terreno);

  • Monitoramento de linhas de transmissão com o objetivo de manutenção e atualização de dados para aplicações em GIS;

  • Localização e identificação de torres de transmissão (Figura 01);

Figura 01 - Placa de Identificação.

 

  • Determinação da máxima temperatura de operação para as linhas de transmissão;

  • Identificação de locais com risco de interferência de vegetação ou do terreno com os cabos energizados ;

  • Localização de trechos onde os níveis mínimos de segurança relativos a distâncias mínimas (cabo/solo e cabo/vegetação) não são aceitáveis;

  • Projetos eletromecânicos de recapacitação e reforma de linhas existentes.

- Faixa de Servidão:

Nas proximidades da torre pode-se:

  • Transitar livremente pela faixa de servidão (faixa de segurança), inclusive com veículos de pequeno e médio portes;
  • Implantar e manejar pastagens ao longo do ano;

  • Fazer plantios convencionais de lavouras como feijão, milho, sorgo e mandioca e de frutíferas de pequeno porte como abacaxi, melão, melancia e maracujá;
  • Manter a área da faixa de servidão da sua propriedade em pousio, se assim o desejar.

- Segurança Pessoal:

Para a segurança pessoal é proibido:

  • Subir nas torres (Figura 02);

Figura 02 - Placa de Advertência.

 

  • Causar danos aos suportes (estais) e às torres;
  • Realizar queimadas;

  • Construir moradias e outras edificações;
  • Aproximar-se dos cabos condutores com equipamentos, maquinários e outros instrumentos que possam transmitir energia elétrica;

  • Reflorestar, já que espécies de grande porte como eucalipto, pinheiros e espécies similares podem, quando adultas, colocar o Sistema Elétrico em risco;
  • Fazer qualquer tipo de cultivo irrigado.

 

Linha de transmissão com potência natural elevada (LPNE) FEX

E = 500 [kV] (CHESF - segundo circuito de interligação N-NE)

 

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Na Figura 03 são apresentados alguns tipos de estrutura para linhas de alta-tensão:

Figura 03 - Modelos de Estrutura para Linhas de Transmissão.

 

Na Figura 04 são mostradas torres do sistema de transmissão de 500 kV (setor de 50 Hz) de Itaipu:

Figura 04 - Torres de Transmissão de Itaipu.